A percepção do brasileiro sobre o crime de contrabando e suas soluções.

O Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, coalisão nacional criada pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e pelo Fórum Nacional de Combate à Pirataria e à Ilegalidade (FNCP) para defender o mercado legal brasileiro, e que já conta com a adesão de mais de 70 entidades empresariais, inclusive com o apoio do Grupo de Proteção à Marca – BPG,  divulgou os resultados de uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Datafolha sobre a percepção do brasileiro sobre o crime de contrabando e seus impactos na sociedade.

 

Realizada entre os dias 22 e 24 de abril de 2015, a pesquisa tem abrangência nacional e ouviu 2.401 pessoas em 143 municípios de pequeno, médio e grande porte. A pesquisa mostra que o contrabando já se encontra enraizado na sociedade, e a visão dos consumidores sobre as causas, consequências e possíveis caminhos para que esse problema possa ser solucionado.

 

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA PESQUISA

 

Inserção do contrabando na sociedade

 

·         35% dos entrevistados declararam já ter comprado algum produto contrabandeado

·         Deste total, mais de 60% declarou que, ao fazer essa compra, sabia que o produto era contrabandeado

·         50% disse conhecer alguém que já comprou produtos contrabandeados

·         Para 51% da amostra, a principal porta de entrada de produtos contrabandeados no Brasil é o Paraguai

 

Desvantagens dos produtos contrabandeados

 

·         Para 53% das pessoas ouvidas pelo Datafolha, o preço baixo é a principal vantagem dos produtos contrabandeados

·         Se levarmos em consideração somente as pessoas que declararam ter comprado produtos contrabandeados, as menções ao preço baixo alcançam 76%

·         89% dos entrevistados concorda que os produtos contrabandeados são mais baratos porque não pagam impostos;

·         87% concordam que isso se dá, pois esses produtos não precisam se submeter às normas brasileiras de fiscalização;

·         77% disse acreditar que o preço baixo é reflexo da baixa qualidade das matérias primas utilizadas

·         Para 43%, a falta de qualidade é a principal desvantagem destes produtos, seguida da falta de garantia, apontada como desvantagem por 33%

·         A grande maioria dos pesquisados concorda que o contrabando é prejudicial para a sociedade e para o país. Para 86%, produtos contrabandeados incentivam o crime organizado e o tráfico

·         80% do público ouvido concorda com três pontos: produtos contrabandeados fazem mal à saúde; o consumo destes produtos reduz o emprego no país; e que produtos contrabandeados diminuem o dinheiro que o governo brasileiro tem para investir

 

Responsáveis pelo problema

 

·         O Governo Federal é considerado por 48% dos entrevistados, como o principal responsável pela entrada do contrabando no país

·         Para 28%, são os consumidores a causa do problema

·         Somente 5% consideram o trabalho realizado pelas autoridades federais no combate ao contrabando muito eficiente

 

Como mudar esse cenário

 

·         92% dos entrevistados afirmou que os brasileiros deixariam de comprar produtos contrabandeados se os produtos brasileiros fossem mais baratos

·         Entre as medidas apontadas pelos entrevistados que poderiam ser adotadas para reduzir o contrabando na fronteira com o Paraguai estão:

 

·        Reforço no policiamento e controle das fronteiras (61%)

·        Adoção de leis com penas mais duras para o crime de contrabando (61%)

·        Bloqueio total das fronteiras pela Polícia Federal (53%)

·        Programas de incentivo ao emprego nos dois lados da fronteira (53%)

·        Criação de um centro de inteligência Brasil/Paraguai (48%)

 

Como é possível ver pelos resultados da pesquisa, a redução do contrabando no país passa por uma mudança de comportamento da sociedade, mas principalmente por uma ação mais firme das autoridades, em todas as esferas, no combate direto a esse crime.

 

Desde 2014, o Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro vem lutando para inserir no debate nacional ideias que possam se transformar em ações práticas, e que possam contribuir para a redução do contrabando, e por consequência dos graves efeitos que ele traz para o país.

 

As três principais propostas defendidas refletem a visão demonstrada pelos brasileiros nos resultados da pesquisa Datafolha:

 

·         Reforço da segurança nas fronteiras, com inteligência, tenacidade, vontade política e administrativa para proteger o mercado interno e legalizado.

 

·         Criação de uma agenda Positiva Brasil/Paraguai, para permitir que o país vizinho possa se desenvolver de forma sustentável, sem a necessidade das atuais práticas heterodoxas de “exportação” de mercadorias irregulares para o Brasil.

 

·         Avaliar a correlação entre a carga tributária dos diferentes produtos e o contrabando, que proporciona, em diversos setores, enorme vantagem competitiva para os produtos contrabandeados.

 

É preciso a união das entidades para que seja possível mobilizar as esferas governamentais para que adotem ações firmes e efetivas no combate a esse grave crime, que tantos prejuízos traz para o país.

 

Para uma visão mais aprofundada dos resultados da pesquisa, acesse o site www.naoaocontrabando.com.br e faça o download da íntegra.

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